
No âmbito das celebrações do Dia da Paz, assinalado a 4 de Abril, o economista e analista Diogo Domingos João destacou os principais ganhos económicos e sociais registados por Angola desde o fim da guerra civil, em 2002, considerando este período como determinante para a reconstrução e afirmação do país.
Segundo o especialista, a conquista da paz representou um marco histórico que permitiu a Angola iniciar um novo ciclo de crescimento e estabilidade. “O fim do conflito armado criou condições fundamentais para o relançamento da economia, atracção de investimentos e implementação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento”, afirmou.
Diogo Domingos João sublinhou que, no período pós-guerra, Angola registou um crescimento económico significativo, impulsionado principalmente pelo sector petrolífero, que se consolidou como a principal fonte de receitas do Estado. Este desempenho permitiu ao país mobilizar recursos para a reconstrução de infraestruturas essenciais, incluindo estradas, escolas, hospitais e habitação social.
No plano social, o analista destacou melhorias progressivas nas condições de vida da população, com maior acesso aos serviços básicos, expansão do sistema educativo e reforço da assistência sanitária. “A paz trouxe dignidade, mobilidade e novas oportunidades para milhões de angolanos”, frisou.
O economista recordou ainda que, após a independência em 1975, Angola adoptou uma economia centralizada, tendo iniciado a transição para uma economia de mercado a partir de 1991. Para ele, esse processo, aliado à estabilidade política conquistada em 2002, foi crucial para o surgimento do investimento privado e para a dinamização de vários sectores económicos.
Apesar dos avanços, Diogo Domingos João alertou que persistem desafios importantes, como a necessidade de diversificação da economia, a redução do desemprego e o combate às desigualdades sociais. “A paz permitiu crescer, mas agora o foco deve ser consolidar um desenvolvimento sustentável e inclusivo”, destacou.
No mês da Paz, o analista defende que a data deve servir não apenas para celebrar o fim do conflito, mas também para refletir sobre os caminhos futuros do país. “É um momento de memória, mas também de compromisso com o progresso contínuo de Angola”, concluiu.
As celebrações do 4 de Abril reforçam, assim, a importância da paz como base essencial para o desenvolvimento económico e social, sendo considerada um dos maiores patrimónios conquistados pelo povo angolano.



