
Segundo dados analisados pelo Polígrafo África, a Administração Geral Tributária (AGT) prevê gastar cerca de 5 milhões de kwanzas na aquisição de nove botijas de gás butano de 12 kg, segundo um documento assinado a 13 de Janeiro de 2026. Para viabilizar a compra, a instituição optou pelo procedimento de contratação simplificada (ajuste directo), conforme indicado no Plano Anual de Contratação (PAC).
De acordo com os dados do PAC, cada botija teria um custo médio de 555 mil kwanzas (aproximadamente 601,9 dólares). Contudo, de acordo com o Polígrafo África, ao preço oficial da Sonagás, subsidiária do Grupo Sonangol responsável pela comercialização do gás, as nove botijas custariam apenas 393,1 mil kwanzas (cerca de 426,4 dólares), já que cada unidade de 12 kg é vendida por 43.687 kwanzas. Nesse ritmo, os 5 milhões de kwanzas previstos seriam suficientes para adquirir cerca de 115 botijas destinadas ao 1.º SRT, que abrange as províncias de Cabinda e Zaire.
Mesmo considerando os preços do mercado informal, que variam entre 55 mil e 60 mil kwanzas por unidade, a compra de nove botijas não ultrapassaria 540 mil kwanzas. O documento, com 28 páginas, revela ainda que, em 2026, a AGT estima gastar 209,6 mil milhões de kwanzas (cerca de 227,4 milhões de dólares) em contratações públicas, sendo que a maioria das despesas deverá ocorrer por ajuste directo, levantando questões sobre critérios de economicidade e transparência.



