A Gâmbia é o principal destino africano para turismo sexual entre mulheres europeias mais velhas

A Gâmbia tornou-se conhecida por um tipo específico de turismo que envolve mulheres europeias mais velhas em busca de romance e relações sexuais com homens locais mais jovens. Muitas dessas visitantes descrevem o país como um lugar onde se sentem desejadas e valorizadas. “Aqui eu me sinto viva novamente”, dizem algumas em relatos recorrentes, apontando a atenção constante e o tratamento afetuoso recebido durante a estadia.
Os homens gambianos envolvidos nessas relações são frequentemente chamados de “bumsters”, um termo local usado para descrever jovens que circulam por áreas turísticas oferecendo companhia, amizade, romance ou ajuda informal aos visitantes estrangeiros. Embora o rótulo tenha conotação pejorativa para alguns, muitos desses jovens afirmam que a prática é uma forma de sobrevivência. “Não é só sexo. Às vezes é conversa, às vezes apoio financeiro, às vezes a esperança de um futuro melhor”, relatam em depoimentos semelhantes aos publicados na imprensa internacional.
As relações costumam se formar em praias, bares e hotéis frequentados por turistas. Muitas mulheres rejeitam a ideia de exploração e defendem que tudo ocorre entre adultos consententes. “Eu sei o que estou fazendo, e eles também”, afirmam. Ainda assim, críticos destacam que a desigualdade econômica entre turistas europeias e jovens gambianos cria um desequilíbrio de poder que nem sempre é reconhecido por quem participa dessas relações.
As autoridades da Gâmbia já demonstraram incômodo com a imagem internacional associada aos bumsters e ao turismo sexual. Representantes do governo e do setor turístico reforçam que o país oferece muito mais do que esse estereótipo, promovendo campanhas que destacam cultura, natureza, música e hospitalidade local. “A Gâmbia não pode ser reduzida a isso”, afirmam autoridades em declarações públicas.
Fonte: zaz



