
A comissão de disciplina, ética e auditoria do comité central do MPLA começou às 9:00 de sexta-feira, 30, a ouvir Higino Carneiro, mas, às 18:00, altura em a sua equipa convidou a imprensa a desmobilizar, ainda não tinha terminado o inquérito.
Uma fonte da equipa de Higino Carneiro disse aos jornalistas que o advogado do político, Sérgio Raimundo, não foi autorizado a estar na audição por não ter militância activa no MPLA.
A audição, no âmbito do processo disciplinar instaurado contra o militante, aberto após decisão do comité central em 21 de Outubro de 2026, que manteve a anulação e a exclusão definitiva do general da corrida à liderança.
No processo, o general é acusado de violar voluntariamente os deveres éticos e morais do partido. O diferendo decorre da rejeição da sua candidatura à liderança do MPLA devido a alegadas irregularidades e falsificação de documentos.
O partido prevê encaminhar o caso para a Procuradoria-Geral da República face aos indícios de crime no dossier. A defesa do general interpôs uma providência cautelar no Tribunal Constitucional a 26 de Outubro para contestar a decisão.
Refira-se que a candidatura do general na reforma Higino Carneiro à presidência do MPLA foi oficialmente rejeitada e anulada pelos órgãos do partido.
Embora o político tenha formalizado as suas intenções em Junho de 2026, com a entrega de cerca de 19 mil assinaturas, o processo sofreu sucessivos entraves institucionais e culminou em sanções disciplinares.
Fonte: NJ



