
O activista cívico Francisco Teixeira, líder do Movimento Social para Mudança (MSM), poderá voltar a ser ouvido pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), em Luanda, na próxima semana, na sequência de duas novas notificações relacionadas com uma queixa-crime por alegada calúnia e difamação nas redes sociais.
O caso envolve uma queixa apresentada por um cidadão de nacionalidade chinesa, residente em Moçâmedes, província do Namibe. Francisco Teixeira já havia sido ouvido pelo SIC-Luanda no dia 28 de Agosto, na presença do seu advogado.
Segundo informações divulgadas pelo Club-K, após o interrogatório, o activista foi constituído arguido e colocado sob Termo de Identidade e Residência (TIR). O processo refere-se a alegados crimes de difamação e calúnia previstos nos artigos 214.º e 215.º do Código Penal angolano.
Francisco Teixeira, antigo presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), lidera actualmente o MSM, organização cívica lançada em Março deste ano e que defende maior participação dos jovens e das comunidades na vida pública e no próximo ciclo eleitoral.
Até ao momento, o activista não tornou pública uma posição sobre as novas notificações. A informação sobre a próxima audição é atribuída ao Club-K e ainda não há, nas fontes consultadas, uma declaração pública do SIC sobre o desenvolvimento do processo.



