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Refinaria de Cabinda aposta em exportação e deixa mercado nacional com fatia mínima

A Refinaria de Cabinda produziu, no seu primeiro ano de funcionamento, apenas 110 mil barris de gasóleo — o equivalente a 14,3% dos 770 mil barris de petróleo processados. Os números confirmam a aposta da unidade na exportação de combustíveis, deixando o mercado interno angolano com uma fatia residual da produção.

“O importante a salientar na Refinaria de Cabinda é que com esta primeira fase produz-se fuel de exportação e pouca quantidade de produtos para uso nacional”, resume José Oliveira, especialista em energia e investigador do Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola.

Os números, enviados ao Expansão pela própria refinaria, mostram que dos 660 mil barris processados entre 11 de Março de 2026 — data do início da operação comercial — e Julho, a maior parte teve como destino a nafta (165 mil barris) e o HFO, o óleo combustível pesado usado sobretudo por embarcações marítimas (406 mil barris).

A tendência exportadora repete-se nas vendas. Dos 308.269 barris de derivados comercializados, apenas os 43.119 barris de gasóleo (14% do total) ficaram no mercado interno, distribuídos na província de Cabinda. Os restantes 265.150 barris seguiram para fora do país: 72.042 barris de nafta, matéria-prima usada na indústria petroquímica, e 193.108 barris de HFO.

A unidade produziu ainda cerca de 15 mil barris de combustível de aviação (Jet A1) desde Março, mas a refinaria não divulgou dados comerciais sobre este segmento.

A Refinaria de Cabinda, detida pela Sonangol (10%) e pela Gemcorp (90%), completa um ano desde a inauguração oficial da sua primeira fase, que aconteceu a 1 de Setembro do ano passado.

Fonte: AN

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