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Moçambique quer encaminhar vítimas da xenofobia na África do Sul para trabalhar em Portugal e nos Emirados Árabes Unidos

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, anunciou que o Governo pretende encaminhar parte dos cidadãos moçambicanos afectados pelos recentes episódios de violência xenófoba na África do Sul para oportunidades de trabalho em Portugal e nos Emirados Árabes Unidos.

A medida surge após o registo e a triagem dos cidadãos repatriados, processo que permitiu às autoridades moçambicanas identificar as qualificações profissionais dos regressados e criar condições para a sua reinserção no mercado de trabalho.

Segundo Daniel Chapo, Moçambique possui acordos de trabalho com Portugal e os Emirados Árabes Unidos e está a trabalhar para aproveitar essas oportunidades. Paralelamente, os cidadãos repatriados estão a ser inseridos numa base de dados do Instituto Nacional de Emprego, que permitirá o seu encaminhamento para projectos públicos e privados dentro do país.

Entre as oportunidades nacionais, o Presidente destacou os projectos de gás natural na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, onde um empreendimento liderado pela TotalEnergies emprega actualmente cerca de nove mil trabalhadores, dos quais aproximadamente sete mil são moçambicanos.

O Governo moçambicano afirma que a prioridade inicial foi garantir a segurança e o repatriamento dos cidadãos afectados pela violência na África do Sul. Segundo o Presidente, 11 moçambicanos morreram nos ataques registados desde o final de Maio.

Durante a Cimeira da SADC, realizada em Durban, Daniel Chapo voltou a manifestar preocupação com a violência contra estrangeiros e defendeu o respeito pela dignidade humana, bem como a promoção de migrações seguras e ordenadas na região.

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