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Victor Hugo Mendes critica TV Zimbo após ataques a militantes da UNITA

O jornalista e jurista angolano Victor Hugo Mendes, residente em Portugal, reagiu aos recentes ataques contra militantes da UNITA e dirigiu fortes críticas à actuação da TV Zimbo, particularmente pela forma como o assunto terá sido abordado nos principais serviços de informação da estação televisiva.

Através das redes sociais, Victor Hugo Mendes questionou a abordagem adoptada pelo órgão de comunicação social, defendendo que a imprensa tem a responsabilidade de informar, educar e contribuir para a formação da sociedade.

“Quando a comunicação social, que tem o dever de informar, educar e formar, diz que a bandeira de um partido político é um bem público, tudo está perdido”, afirmou o jornalista, considerando preocupante uma eventual interpretação que, na sua visão, possa prejudicar o princípio da imparcialidade e o respeito pela actividade política.

Victor Hugo Mendes alertou igualmente para os riscos de adoptar uma posição de neutralidade perante situações que considera injustas. Para o jornalista, existem momentos em que o silêncio pode acabar por contribuir para a manutenção de determinadas injustiças.

“Há momentos em que ficar em cima do muro é uma má decisão. Se te calas perante a injustiça, não reclames quando a justiça te faltar”, escreveu.

Na sua intervenção, o jurista também criticou aqueles que aceitam determinadas missões sem avaliar as consequências que podem ter para a sociedade e para os princípios democráticos. Segundo Victor Hugo Mendes, decisões que atentem contra a democracia podem acabar por prejudicar também aqueles que as executam.

As declarações surgem num contexto de crescente debate público sobre os recentes episódios de violência envolvendo militantes da UNITA e sobre o papel dos órgãos de comunicação social na cobertura de acontecimentos políticos.

A posição do jornalista reacende, assim, a discussão sobre liberdade de imprensa, responsabilidade jornalística, imparcialidade dos meios de comunicação e defesa dos princípios democráticos em Angola.

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