
O passaporte angolano mantém uma posição baixa no ranking mundial de mobilidade internacional, ocupando o 86.º lugar no mais recente Henley Passport Index 2026, divulgado pela consultora internacional Henley & Partners.
De acordo com a actualização do índice, os cidadãos angolanos podem viajar para 49 destinos internacionais sem necessidade de obtenção de visto prévio, colocando Angola entre os países com menor liberdade de circulação global.
O ranking, considerado uma das principais referências mundiais sobre a força dos passaportes, avalia o número de destinos a que os cidadãos de cada país podem aceder sem visto ou através de mecanismos simplificados, como visto à chegada ou autorização electrónica de viagem.
Angola atrás de vários países africanos
No continente africano, Angola permanece atrás de vários países no que diz respeito à mobilidade internacional. A África do Sul lidera entre os países africanos melhor posicionados, ocupando o 49.º lugar, com acesso a 101 destinos.
Seguem-se as Maurícias, com 148 destinos, as Seicheles, com 155 destinos, o Botswana, com 81 destinos, a Namíbia, com 74 destinos, o Marrocos, com 71 destinos, o Gana, com 67 destinos, Cabo Verde, com 64 destinos, Moçambique, com 60 destinos, São Tomé e Príncipe, com 59 destinos, e o Senegal, com 56 destinos.
Angola surge na mesma posição que países como Egipto, Jordânia e Libéria, todos classificados no 86.º lugar, com acesso a 49 destinos.
Singapura lidera ranking mundial
A liderança global pertence a Singapura, cujo passaporte permite entrada em 192 destinos sem visto prévio.
Na segunda posição encontram-se Japão, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos, com acesso a 188 destinos, enquanto a Suécia ocupa o terceiro lugar, com 187 destinos.
Entre os países europeus, destacam-se vários Estados da União Europeia, incluindo França, Alemanha, Itália, Espanha, Países Baixos, Bélgica, Dinamarca, Finlândia e Irlanda, com acesso a 186 destinos.
Portugal entre os cinco melhores do mundo
No espaço lusófono, Portugal mantém uma das posições mais privilegiadas, ocupando o 5.º lugar mundial, com acesso a 185 destinos sem visto prévio.
O Brasil aparece na 16.ª posição, com possibilidade de entrada em 169 destinos, enquanto outros países de língua portuguesa apresentam classificações inferiores, como Timor-Leste (52.º lugar, 93 destinos), Cabo Verde (73.º lugar, 64 destinos) e Moçambique (76.º lugar, 60 destinos).
Mobilidade reflecte relações diplomáticas e confiança internacional
Com cerca de duas décadas de dados históricos, o Henley Passport Index é utilizado por governos, investidores e cidadãos para analisar tendências globais de abertura de fronteiras, acordos diplomáticos e oportunidades de circulação internacional.
A consultora Henley & Partners destaca que a força de um passaporte está directamente relacionada com factores como estabilidade política, relações bilaterais, cooperação internacional e confiança entre Estados.
A classificação surge num contexto global marcado pelo aumento da procura por programas de residência e cidadania por investimento, impulsionados por cidadãos que procuram maior segurança, mobilidade e acesso facilitado a mercados internacionais.
Fonte: CK



