Crise de combustíveis em Cabinda provoca longas filas e contestação política
A crise de combustíveis na província de Cabinda está a intensificar-se, provocando longas filas nos postos de abastecimento e aumentando a contestação política em torno da gestão do sector energético na região.
Em conferência de imprensa, o secretário provincial da UNITA em Cabinda, Lourenço Lumingo, criticou a persistência da escassez de combustíveis, responsabilizando o Governo angolano e a Sonangol por alegadas falhas de planeamento e gestão no sistema de distribuição.
O dirigente político afirmou que a situação é especialmente grave por ocorrer numa província petrolífera, onde, segundo referiu, a população continua a enfrentar dificuldades recorrentes no acesso a combustíveis essenciais para a mobilidade e actividades económicas.
Lourenço Lumingo denunciou igualmente alegadas práticas irregulares em alguns postos de abastecimento, incluindo cobranças ilícitas, que, segundo disse, estariam a favorecer o contrabando e a agravar a escassez disponível para os cidadãos.
A UNITA descreve o cenário como de crescente pressão social, com automobilistas obrigados a permanecer longos períodos, e em alguns casos vários dias, em filas para conseguir abastecer.
O partido defende a necessidade de uma intervenção urgente das autoridades competentes para estabilizar o fornecimento, reforçar os mecanismos de controlo e garantir maior transparência na cadeia de distribuição de combustíveis em Cabinda.
Fonte: OPAÍS

