Angola na cauda da mobilidade africana

Angola surge na 73ª posição do ranking mundial de poder de passaporte, com acesso sem visto ou visto à chegada a apenas 24 países, segundo dados do Passport Index e do Henley Passport Index relativos a 2026.
O documento angolano regista uma pontuação de mobilidade de 64 pontos e um alcance global de 32%, valores que o colocam entre os passaportes mais limitados do continente africano.
De acordo com o Henley Passport Index, o passaporte mais poderoso de África pertence às Seychelles, que ocupam o 24.º lugar global, com acesso a 156 destinos, sendo, juntamente com as Maurícias, o único país africano com entrada livre na União Europeia.
As Maurícias surgem na 27.ª posição mundial, com acesso sem visto a 149 países, enquanto a África do Sul completa o pódio continental, com a 48.ª posição global e acesso a 103 destinos.
Seguem-se, na tabela, países da África Austral como Namíbia, Botswana, Lesoto e Eswatini, com acessos que variam entre 77 e 89 destinos. Marrocos e Quénia, segundo o mesmo índice, garantem aos seus cidadãos acesso a cerca de 73 e 71 países, respectivamente — Marrocos ultrapassou o Quénia e está agora empatado com o Maláui na 67.ª posição global, enquanto o Quénia caiu para a 69.ª posição.
A diferença entre o passaporte angolano e o líder continental cifra-se em 132 destinos. Mesmo face a países vizinhos da África Austral, como a Namíbia ou o Botswana, Angola regista menos de um terço do número de acessos sem visto.
Segundo a Henley & Partners, consultora responsável pelo índice, a força de um passaporte está associada a factores como estabilidade política, credibilidade diplomática e capacidade de negociação de acordos de reciprocidade entre Estados.
A empresa nota ainda que a renda é um indicador fiável da força do passaporte, sublinhando que países com maior produto interno bruto per capita tendem a desfrutar de mais destinos sem visto.
Os dados sobre o passaporte angolano foram divulgados através do dashboard do Passport Index, plataforma que actualiza periodicamente informação sobre a força dos documentos de viagem de todo o mundo.
Fonte: Luanda Post


