
“Finalmente, teremos múltiplas candidaturas. Viva o MPLA” – esta foi a reacção de Higino Carneiro, pré-candidato à presidência do “partido dos camaradas”, pronunciando-se sobre a intenção do actual presidente do MPLA, João Lourenço, se recandidatar à sua própria sucessão.
João Lourenço apresentou, este sábado, 09, em Luanda, a intenção de se recandidatar à presidência do partido, durante uma reunião do Bureau Político do Comité Central, que manifestou “apoio incondicional” à decisão.
Na ocasião, João Lourenço comunicou igualmente a constituição de João de Almeida Martins como mandatário para o processo de candidatura.
Segundo o regulamento, todos os militantes no pleno gozo dos seus direitos estatutários podem candidatar-se, desde que não estejam abrangidos por inelegibilidades, sendo exigido um tempo mínimo de militância que varia entre cinco e 15 anos, conforme o cargo almejado.
Para a candidatura ao cargo de presidente do MPLA, os proponentes devem reunir o apoio de pelo menos 5.000 militantes, distribuídos por todas as províncias do País, garantindo base de suporte geograficamente distribuída e representativa da estrutura nacional.
Os restantes níveis exigem entre 1.000 e 2.500 subscritores, estabelecendo escalas diferenciadas conforme a importância e alcance do cargo a ser disputado.
O 9º congresso ordinário do MPLA está agendado para os dias 09 a 10 de Dezembro de 2026 e tem como lema “MPLA – Compromisso com o Povo e Confiança no Futuro”. Visa discutir a orientação política, definir estratégias para os próximos anos e consolidar as estruturas do partido.
Fonte: NJ



