
A Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) não recebe dotação orçamental do Estado desde 2018 e enfrenta uma dívida de clientes superior a 140 mil milhões de kwanzas, enquanto reconhece falhas no abastecimento de água em vários municípios de Luanda e da província do Icolo e Bengo.
Em entrevista à Rádio Marginal esta segunda-feira, o conselho de administração admitiu que mais de 80% dos clientes domésticos têm dívidas e que a empresa não consegue recuperar 50% desse valor, alegando que a água, por ser um bem essencial, impede cobranças coercivas.
A EPAL tem também uma dívida própria superior a 60 mil milhões de kwanzas — mais de 42 mil milhões referentes a impostos à AGT e ao INSS, e o restante a fornecedores. Apesar disso, a PCA Solange Góis garantiu que não há atrasos salariais.
O Executivo tem subsidiado a aquisição de produtos químicos para o tratamento da água, assegurando que a distribuição não é feita sem tratamento prévio.
Para o futuro, o administrador executivo Hermenegildo Banco anunciou a construção de quatro novos centros de tratamento e distribuição de água em Luanda.
Fonte: NJ



