
Já lá vão os tempos em que só madrugavam nas paragens de táxi os motoristas e os cobradores dos azuis e brancos, “clamando” em busca dos primeiros passageiros. Hoje, estes pontos passaram a ser partilhados também por lotadores, que chegam, muitas vezes, ao local às 4 da manhã, com a missão de agrupar os candongueiros por ordem de chegada, anunciar o destino dos táxis e encher o veículo rapidamente com passageiros, em troca de determinado valor.
Boa parte destes chamadores de carros encontra-se identificada, alguns com passes e outros com coletes com o nome da associação, vulgo “Placa”, a que pertencem, e muitos deles são reconhecidos pela Aliança Nacional dos Taxistas (ANATA).
Para esses jovens, alguns com nível de escolaridade alta, que sustentam famílias exclusivamente com o dinheiro da lotação, a actividade informal surgiu como meio de subsistência, face à alta taxa de desemprego no País, estimada em 20,1% pelo Instituto Nacional de Estatística, associado ao alto custo de vida.
Por cada carro lotado, cobram valores que rondam de 100 a 1.000 Kz (dependendo, às vezes, do valor de cada passageiro na corrida), mas reclamam da não valorização por parte de alguns taxistas, passageiros e polícias.
Fonte: NJ



