
O edifício foi inaugurado em 28 de Maio de 1953 como a sede nacional da instituição e, durante mais de sete décadas, contribuiu com firmeza e consciência para elevar cultura dos angolanos, para a sua educação moral e literária, bem como para a sua expansão económica. Ministério da Educação é o novo gestor do imóvel, e ocupantes têm até ao dia 16 de Abril para deixar o espaço.
A Liga Nacional Africana (LNA) foi fundada a 14 de Julho de 1930 por José Cristino Pinto de Andrade, Manuel Inácio Torres Vieira Dias, Gervásio Ferreira Viana e Sebastião José da Costa. O coronel Bento Esteves Roma, então governador-geral de Angola, assinou o diploma que novamente reconhecia aos angolanos o direito de se agremiarem, de possuírem uma associação que os representasse e, sempre que necessário, defendesse os seus interesses, que fosse, em suma, o arauto das suas reivindicações junto dos poderes instituídos, segundo a publicação Angola – Revista de Doutrina e Estudo da Liga Africana.
A inauguração da sua sede social, a 28 de Maio de 1953, foi um momento único, foi a satisfação e alegria dos angolanos, por verem realizado o maior sonho que foi durante anos a sua maior preocupação: ter uma sede digna de valor e importância dos seus associados. Um espaço que foi inaugurado com várias secções, tais como a de ensino (a Escola da Liga Nacional Africana), a de assistência médica, de lavores, a de dactilografia e de tipografia. Uma sede que foi, na altura, considerada “um baluarte que atesta quanto pode a perseverança ao serviço de uma causa justa”. Sempre foi um local que serviu para elevar o nível educativo, social e intelectual dos angolanos. Os seus estatutos definiam como um dos seus principais fins “criar escolas e bibliotecas para a instrução literária, moral e profissional de todos os sócios e os seus filhos.”
Espaço será transformado em escola e vai acolher mais de mil alunos
A decisão foi tomada em despacho presidencial por João Lourenço, que, em função do alegado estado actual de degradação acentuada, desgaste estrutural e inadequações que comprometem a sua utilização segura e eficaz para fins pedagógicos, orientou o Ministério das Finanças, por via da sua Direcção Nacional do Património do Estado (DNPE), a tratar da efectivação da desocupação integral do imóvel, garantindo a “entrega livre e desimpedida” do mesmo ao Ministério da Educação (MED). No Despacho Presidencial n.º 274/25, de 14 de Outubro, o PR formaliza a abertura de uma contratação simplificada para obras de reabilitação e reabilitação integral do imóvel no valor de três milhões de dólares norte-americanos. Refere, igualmente, que a reabilitação da infra-estrutura visa garantir a criação de condições adequadas “para o acesso de mais de mil alunos no próximo ano lectivo, redução do absentismo e do abandono escolar”.
Fonte: NJ



