
A Polícia Nacional encerrou o processo de recolha de armas de guerra que estavam na posse das empresas privadas de segurança e que agora serão entregues às Forças Armadas Angolanas (FAA), soube à imprensa.
As armas de guerra que estavam na posse das empresas privadas de segurança e os sistemas de auto-protecção recolhidos pela PN são sobretudo metralhadoras AKM, PKM, GALILI, Mini Uzi, pistolas e caçadeiras.
A província de Luanda, capital do País, foi onde a PN, muitas vezes de forma coerciva, recolheu o maior número de armas de guerra e de auto-protecção (mais de 22 mil).
Na lista seeguem-se as províncias de Benguela e da Lunda-Norte.
O período de substituição das armas de guerra em posse dos privados teve duas fases: a de entrega voluntária, em 2023/24, e a fase de recolha coerciva, de 2025 até à data presente.
A Polícia Nacional diz ter também o controlo estatístico das instituições prestadores de segurança privada, que contam com mais de 180 mil efectivos de segurança privados.
Das mais de 40 mil armas de guerra recolhidas a nível nacional, acima de 36 mil estiveram na posse das empresas privadas de segurança ou eram armas de auto-protecção, e as demais foram reunidas na fase piloto, antes de 2021.
De Outubro de 2023 a Fevereiro deste ano, a Polícia Nacional recolheu 100% das armas de guerra que estavam na posse das empresas privadas de segurança e de de auto-protecção, assim como mais de 35 mil carregadores e 199 mil munições.
Segundo a PN, grande parte do armamento recolhido foi por via coerciva.
Conforme a PN, o armamento de guerra recolhido será entregue às Forças Armadas Angolanas.
Assim sendo, as empresas privadas de segurança no País estão expressamente proibidas de adquirirem armas de guerra, tal como não é permitido usá-las para aauto-protecção.
Fonte: NJ



