
O Governo de Angola vai desembolsar 449 milhões de euros para a criação de infra-estruturas de aprimoramento do Pólo de Desenvolvimento Turístico de Cabo Ledo e do corredor costeiro do país, como a Baía das Pipas, Sacomar, Baía do Tômbwa e Baía dos Três Irmãos, em Moçâmedes, bem como a Baía do Quicombo, na província do Cuanza-Sul.
Este investimento demonstra a aposta do Executivo em promover o turismo como forma de diversificar a economia nacional.
Os despachos n.º 32/26 e 33/26 autorizam as despesas e formalizam o procedimento de contratação simplificada para a concepção e construção de infra-estruturas públicas essenciais nas áreas turísticas identificadas, como vias de acesso, sistemas de abastecimento de água, saneamento, energia, telecomunicações e iluminação pública.
Segundo uma nota do Ministério do Turismo a que o Jornal de Angola teve acesso, estas intervenções enquadram-se no âmbito da implementação do instrumento Planifica Turismo, que comporta um conjunto de medidas para o ordenamento turístico, aprovadas no ano passado e que visam assegurar acessibilidade, segurança, funcionalidade urbana e atractividade territorial nas áreas de interesse e potencial turístico.
Esta acção do Executivo vai permitir criar um ambiente favorável à instalação de empreendimentos turísticos e à mobilização de investimento privado nacional e internacional.
O investimento com o financiamento disponibilizado pelo Banco Mitsubishi UFJ Finance Group – MUFG enquadra-se na estratégia de promover o investimento privado nas áreas de interesse e potencial turístico, mediante a realização do investimento público para estruturar a organização territorial, criando as infra-estruturas básicas, cuja inexistência limita o aproveitamento efectivo do potencial das referidas áreas.
A nota adianta que o Ministério do Turismo tem recebido diversas manifestações de interesse de investidores privados que pretendem investir nessas áreas, mas que encontram dificuldades para a sua materialização por falta de infra-estruturas.
A decisão do Executivo de canalizar recursos para o investimento em infra-estruturas nessas áreas corresponde a uma medida funda- mental para a criação de oportunidades concretas para os grandes desenvolvedores de projectos turísticos, promotores imobiliários e investidores nacionais e estrangeiros, com impacto directo na criação de emprego, dinamização da economia local e melhoria das condições de vida das comunidades envolventes.
A nota indica que este modelo integrado de investimento público vai facilitar a entrada de investimento privado, permitir a redução significativa dos custos de entrada para os investidores, aumentar a competitividade do destino e promover um desenvolvimento turístico sustentável.
O Executivo tem feito um trabalho de promoção do país como um destino atractivo para o investimento privado no sector do turismo, o que levou à sua distinção, em 2025, como Melhor Destino de Investimento Turístico pela Global Tourism Forum, um prémio que valida as reformas em curso e reforça a confiança dos investidores no potencial do país.
Com estas decisões, o Executivo continua firme no seu compromisso com a dinamização do turismo planeado, competitivo, dando sustentabilidade às praias e baías de Angola, criando um corredor estratégico para o investimento em activos turísticos e posicionar o país como um destino cada vez mais atractivo para o investimento privado.
Fonte: JA



