RDC sai da lista cinzenta do GAFI ao fim de quatro anos

O GAFI decidiu, na reunião plenária em Paris, retirar a República Democrática do Congo da lista de jurisdições sob vigilância reforçada. A decisão reconhece as reformas do país no combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.
A República Democrática do Congo (RDC) já não faz parte da chamada “lista cinzenta” do Grupo de Acção Financeira (GAFI). A decisão saiu da reunião plenária do organismo, em Paris, e foi anunciada na sexta-feira, 30 de Outubro.
Para o Ministério das Finanças congolês, a saída da lista é um marco histórico para a credibilidade financeira do país. O ministério diz que a decisão reconhece, a nível internacional, os esforços para dar mais transparência ao sistema financeiro, travar os fluxos financeiros ilícitos e consolidar o sector.
O GAFI concluiu que a RDC fez progressos substanciais no reforço do quadro legal e institucional contra o branqueamento de capitais, o financiamento do terrorismo e a proliferação de armas. Foi um processo de reformas que envolveu vários sectores e se prolongou por vários anos. A direcção coube ao Presidente Félix Tshisekedi e a coordenação ao Ministério das Finanças, com a Célula Nacional de Informação Financeira (CENAREF) e outras instituições públicas.
O país estava sob monitorização reforçada desde Outubro de 2022. Nessa altura assumiu um compromisso político de alto nível de cooperar com o GAFI e com o Grupo de Acção contra o Branqueamento de Capitais na África Central (GABAC).
Estar na lista cinzenta não implicava sanções financeiras internacionais nem a entrada na lista negra dos países de alto risco. Significava um acompanhamento apertado e temporário das fragilidades detectadas no sistema financeiro congolês.
Em Junho de 2026, o GAFI considerou que a RDC tinha concluído no essencial o seu plano de acção, o que abriu caminho a uma avaliação no terreno. Essa avaliação confirmou que as reformas estão a ser aplicadas e que há um compromisso político e institucional para manter os padrões exigidos.
Fonte: CK



