HIGINO CARNEIRO CONTESTA NULIDADE DA CANDIDATURA E PEDE ACESSO A FICHAS REJEITADAS

Francisco Higino Lopes Carneiro reagiu à decisão que anulou a sua candidatura à presidência do MPLA, no âmbito do IX Congresso Ordinário do partido, anunciada no dia 21 de Julho de 2026 pela Subcomissão de Candidaturas.
Através do seu gabinete de imprensa, o pré-candidato informou ter apresentado uma reclamação formal, solicitando uma nova apreciação do processo. A defesa da candidatura sustenta que existem questões processuais que precisam de ser esclarecidas antes de uma decisão definitiva.
Entre os argumentos apresentados está o entendimento de que a decisão terá sido tomada de forma antecipada, uma vez que o calendário eleitoral interno prevê a entrega de candidaturas até 25 de Outubro de 2026, enquanto a fase destinada à verificação dos processos está prevista para decorrer entre 26 de Outubro e 1 de Novembro de 2026.
A equipa de Higino Carneiro questiona igualmente a forma como a anulação foi comunicada, alegando que a informação divulgada, assinada pelo coordenador da subcomissão, não foi acompanhada por uma deliberação formal do órgão nem pela respectiva ata que fundamenta a decisão.
Sobre as alegadas irregularidades envolvendo documentos considerados falsos, incluindo uma declaração de apoio atribuída à dirigente Djamila Huguette da Silva de Almeida e um bilhete de identidade associado ao nome de Mateus Muanda, o gabinete nega que essas referências constassem da lista de subscritores apresentada no acto de formalização da candidatura, realizado a 25 de Junho de 2026.
Higino Carneiro solicitou ainda acesso às 2.273 fichas classificadas como falsas e às 9.659 consideradas inválidas, com o objectivo de verificar os documentos e esclarecer as responsabilidades sobre as irregularidades apontadas.
O pré-candidato reafirmou que a sua participação no processo não tem como finalidade criar divisões dentro do MPLA e pediu serenidade aos seus apoiantes enquanto aguarda pela decisão da reclamação apresentada.



