
Chefe de Estado chegou a orientar a inserção de medidas no OGE/2024, dois anos antes do desastre que continua a mexer com Benguela. Executivo sabe o que deve ser feito, como sabe a crítica social, mas terá de esperar que o dinheiro chegue “de algum lado”.
Entre 2021 e 2024, o Presidente da República, João Lourenço, aprovou para Benguela três contratos que têm como denominador-comum a prevenção de catástrofes como esta que desalojou centenas de famílias, avaliados em 1.218 milhões de dólares, mas as acções anunciadas em reposta ao sucedido nos últimos dias prevalecem sem cobertura financeira, indicam levantamentos feitos pelo Novo Jornal.
À cabeça, como se sabe, está o contrato para obras de emergência, orçado em 415 milhões de euros (USD 498 milhões ), até ao momento sem incidência sobre o Plano Director de Macrodrenagem Urbana, delineado após a tragédia de Março de 2015.
A operação em causa, um ajuste directo a favor da Omatapalo e Casais, foi aprovada, em Setembro de 2021, para assegurar o estancamento de deslizamentos de terra e instabilidade dos solos nas cidades do litoral, conforme resume o Despacho Presidencial 142/21.
Fonte: NJ



