
As autoridades na província do Cuanza-Sul estão a investigar um alegado esquema de burla que envolve trabalhadores da área dos Recursos Humanos (RH) da Caixa de Protecção Social das Forças Armadas Angolanas (FAA).
O Novo Jornal soube que “há funcionários colocados nos Recursos Humanos que trabalham com civis num esquema em que localizavam ex-militares e, posteriormente, cobravam valores indevidos – entre 900 mil e um milhão de kwanzas -, com promessas de serem inseridos no sistema”.
Segundo fonte da Polícia Nacional (PN), que pediu para não ser identificada, o esquema foi desmantelado no último fim-de-semana, após a PN no Cuanza-Sul receber uma denúncia anónima sobre antigos militares que, por não estarem cadastrados na Caixa de Protecção Social, estariam a pagar para serem enquadrados clandestinamente.
Na acção mais recente atribuída ao grupo foi detido um homem de 56 anos, na cidade do Waku-Kungo. Segundo a Polícia, o suspeito actuava em colaboração com um suposto contacto nas FAA e praticava esta actividade ilícita desde 2018.
O grupo tinha como principais alvos ex-militares portadores de deficiência física, devido à sua situação de vulnerabilidade. Até ao momento, as autoridades policiais registaram seis vítimas, que terão pago valores superiores a um milhão de kwanzas.
A quadrilha terá arrecadado pelo menos 7,8 milhões de kwanzas, prometendo facilitar a inserção de antigos militares na Caixa de Protecção Social das FAA, num esquema que as autoridades consideram fraudulento.
A fonte da PN disse ao Novo Jornal que decorrem diligências, nomeadamente junto da Caixa de Protecção Social das FAA, para apurar a eventual participação de funcionários no esquema.
O detido, que, segundo as autoridades, é reincidente nesta prática, foi encaminhado para o juiz de garantias, onde deverá responder criminalmente por suspeita de burla qualificada.
Fonte: NJ



