
Paulo Guimarães e João Mateus são dois assessores de Higino Carneiro que no próximo dia 10 de Junho deverão apresentar-se junto da PGR para responder às acusações de corrupção feitas pelo Serviço de Inteligência e Segurança do Estado ( SINSE) chefiado pelo general Fernando Garcia Miala.
Paulo Guimarães e João Mateus foram ambos coordenador e coordenador- adjunto do Gabinete de Informações Estratégicas do Serviço de Inteligência e Segurança do Estado ( SINSE), uma estrutura que tratava de matérias sobre contra-espionagem, contra-terrorismo, medidas contra subversão económica e financeira, politica e relações internacionais que reportava para o Chefe do SINSE, Fernando Garcia Miala ( FGM), por via de um alto oficial de inteligência com o nome de código Ponto Focal ( pessoa responsável por concentrar e gerir informações) . Este gabinete funcionou no período 2019-2022 tendo como “base operativa” um apartamento arrendado no condomínio Quinta Rosalinda, na zona do Futungo de Belas, defronte ao centro Paz Flor, sendo o valor da renda o de 1.340 .000 ( Um Milhão, Trezentos e Quarenta Mil Kwanzas) por trimestre.
Dois quadros considerados ” excelentes e de confiança” por parte da liderança do SINSE , cumprindo com zelo, patriotismo e dedicação várias missões que lhes foram incumbidas directamente por FGM ou por Ponto Focal, seu homem de confiança há mais de três décadas. Tudo bem , até ao dia em que decidiram solicitar licença indeterminada sem salários e posteriormente ambos juntarem-se à equipa de Higino Carneiro.
” Estas são instituições que têm regras e códigos muito rígidos, onde facilmente se entra e dificilmente se sai. Esta dupla por via do Gabinete de Informações Estratégicas geriu vários dossiers e teve acesso à informação privilegiada. O grande problema é o que eles sabem, o que podem e estão a fazer com o que sabem, sem esquecer quem estão a servir agora, que é Higino Carneiro, o novo inimigo público número um do actual Sistema. O SINSE quer- lhes aplicar um duro e exemplar correctivo.”, revelou ao NJ um antigo “operativo” da secreta interna que falou sob anonimato.
Fonte: NJ



