O caso aconteceu no Uíge, na aldeia Ngundo, onde o tio está a ser acusado de amarrar os membros superiores e inferiores do sobrinho para o impedir de salvar-se, antes de ser lançado vivo ao rio, a partir de um penhasco.
O tio estava crente de que o adolescente, de 13 anos, usava feitiço para atingir outros membros da família, tendo o autor confessado o crime sem mostrar nenhum sinal de arrependimento.
O Serviço de Investigação Criminal e Corpo de Protecção Civil e Bombeiros no Uíge começou na manhã desta terça-feira, 01, as buscas para localizar o corpo daquele que em vida atendia pelo nome de Pedro Dongala.
“O SIC no Uíge, procedeu à detenção de cinco cidadãos nacionais, com idades compreendidas entre os vinte e cinco e trinta e cinco anos, indiciados na prática de homicídio qualificado, em que foi vítima um menor de treze anos de idade, que em vida respondia pelo nome de Pedro Dongala. O facto ocorreu na aldeia Ngundo, no município do Uíge, onde os cidadãos acusados acreditavam que o menor fosse feiticeiro e que era o protagonista de vários acontecimentos negativos que ocorriam na família”, lê-se no comunicado da organização.
A nota prossegue afirmando que estes cidadãos perpetraram o crime, “inicialmente depositaram um suposto veneno na alimentação do menor que não surtiu efeito e em acto contínuo levaram o rapaz a um rio denominado Lucunga, o amarraram, e de seguida atiraram na água tendo consumado assim o homicídio”.
Segundo o Serviço de Investigação Criminal, o autor do homicídio qualificado não agiu sozinho, quatro outros familiares foram também detidos suspeitos de serem cúmplices.
Fonte: CK