Já em vigor, o Orçamento Geral do Estado (OGE) 2026 continua a revelar um peso elevado do serviço da dívida pública, que absorve 46,62% da despesa total do Estado, o que representa quase metade de todos os recursos públicos disponíveis para o ano económico em curso.
Os dados consultados pelo Correio da Kianda, dão conta de que, do total das despesas previstas, 26,38% destinam-se ao pagamento da dívida pública externa, enquanto 19,48% são canalizados para a dívida interna, evidenciando a forte pressão dos compromissos financeiros sobre as contas públicas.
Apesar do peso expressivo, os dados oficiais indicam uma ligeira redução face ao exercício anterior. Em 2025, o serviço da dívida representava cerca de 49% do Orçamento, o que traduz uma diminuição de aproximadamente dois pontos percentuais no OGE agora em execução.
Especialistas sublinham ouvidos pela Rádio Correio da Kianda, afirmam que, que a redução é ainda insuficiente para alterar o quadro estrutural de elevado endividamento, que continua a limitar a margem financeira do Estado para investimentos sociais e económicos, nomeadamente nos sectores da saúde, educação e infra-estruturas.
Com o OGE 2026 em vigor, o desafio passa por conciliar o cumprimento das obrigações financeiras com o reforço da despesa produtiva, num contexto de busca por maior sustentabilidade das finanças públicas e redução gradual da dependência do endividamento.
Esta é uma matéria que o leitor vai acompanhar com mais detalhes nas próximos educações.
Fonte: CK

