Com propagação para vários países do mundo, a espionagem é vista por analistas como resultado da preocupação com a gestão da informação e com a manutenção de estabilidade política acima da transparência. O caso veio à baila depois de o Jornalista Teixeira Cândido ter denunciado acção.
Uma semana depois de o jornalista Teixeira Cândido ter-se escandalizado com a espionagem da empresa Intellexa e se sentido como “se tivesse sido despido em plena via pública”, reacções não se fizeram esperar. Pessoas colectivas e singulares condenam o acto que só pode ser praticado em caso de crime e mandado judicial. Fontes da imprensa afirmam que o software custa cerca de 15 milhões de USD por ano e está disponível no mercado.
Segundo a Amnistia Internacional, o Predator é um spyware altamente invasivo destinado a telemóveis, desenvolvido e vendido pela Intellexa, uma empresa mercenária de spyware, para a utilização por Governos em operações de vigilância. Esta foi a primeira confirmação forense da sua utilização em Angola.
De acordo com especialistas em cibersegurança, as principais vítimas deste são os decisores públicos, jornalistas, activistas e outros profissionais com acesso a dados críticos, “porque comprometer uma pessoa pode permitir acesso indirecto a sistemas institucionais e a informação estratégica”.
Fonte: NJ


