
A Associação de Pacientes Renais no Lubango denuncia que os doentes foram forçados a reduzir as sessões de diálise e o horário de tratamento devido à avaria de 14 das 30 máquinas de hemodiálise do Hospital Geral Dr. António Agostinho Neto. Em causa, segundo a responsável do grupo, Lurdes de Freitas, está uma dívida de mais de dois milhões de dólares que o Ministério da Saúde (MINSA) tem com a empresa alemã Fulgenios, que assiste o centro naquela província.
“A Fulgenios há muito que já não faz manutenção dos equipamentos devido a dois milhões e meio de dólares de dívida que o MINSA tem com a empresa”, revela Lurdes de Freitas, sublinhando que a situação já se arrasta há mais de seis meses.
Sobre o assunto, o Novo Jornal contactou a empresa alemã, e uma fonte desta instituição, sem gravar entrevista, garantiu que a dívida existe.
Em contrapartida, enquanto o problema não é solucionado, os doentes, em vez de realizarem quatro horas de sessões, fazem apenas três horas de diálise, o que preocupa a associação.
“É muito grave, pois a falta de sessões pode levar à morte do paciente. A comunicação entre o rim e o coração fica nula, o coração acaba por inflamar e, eventualmente, rompe-se. O meu esposo morreu dessa maneira, e há muitos doentes nesta mesma situação aqui no centro, facto que nos preocupa. São muitas vidas em jogo”, alerta Lurdes Freitas.
Fonte: NJ



