
Há quem tenha abdicado de uma carreira promissora ou viu o casamento quase corroer devido ao filho autista. Algumas mães admitem que, após o diagnóstico, tiveram dificuldades em aceitar a realidade. Custos altos das terapias e falta de políticas para pessoas com autismo engrossam lamentações das progenitoras consideradas atípicas.
Marlene Amaro, apresentadora de televisão, Harley Patrícia (influenciadora digital) e Eunice Francisco (pediatra) são mulheres com profissões distintas, mas com quotidianos semelhantes. As três têm filhos com transtorno do espectro autista. Ao Novo Jornal, decidiram falar abertamente como é lidar a tempo integral com crianças que, até determinada etapa da vida, já deviam comunicar-se e agir na normalidade, mas, por razões alheias à sua vontade, não conseguem, por conta da condição de saúde.
Devido ao autismo dos filhos, transtorno no desenvolvimento do cérebro que afecta a capacidade de relacionamento, muitas famílias mudaram a rotina, com ênfase para as mães consideradas “atípicas”, cuja jornada é marcada por intensa dedicação terapêutica, superação de desafios sociais e necessidade de adaptação constante para a melhoria do filho. É o caso de Marlene Amaro, trabalhadora da TPA, que teve de abdicar da sua actividade laboral – apresentadora do programa “Janela Aberta” – para cuidar do filho diagnosticado com autismo. Foi em Portugal onde a também jurista encontrou respostas para a situação do petiz, hoje com 10 anos.
Fonte: NJ



